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O espelho não manda no seu exercício

Foto do escritor: Andrei Moscheto
Andrei Moscheto
há 11 minutos
2 min de leitura

Pra quem sabe e pra quem não sabe: sou um homem oficialmente classificado como acima do peso. Tenho barriga (ou pochete, como já ouvi alguém com referências estilísticas de 1980 dizer), o kit completo para que você olhe e imediatamente me classifique como uma pessoa... Fofa? - os que tentam ser educados, pelo menos, falam assim.

 

Um homem segura uma barriga - foto de Towfiqu barbhuiya (no Pexels)

Aos poucos tenho aumentado a carga semanal de exercícios, tanto para diminuir um pouco a “pochete”, como para manter a saúde e a musculatura, agora que estou me aproximando dos 50 anos de idade. E hoje, ao terminar de fazer uma sequência de exercícios, encontrei o famigerado espelho. E lá estavam nós três: eu, o espelho e a “pochete” – e todas as “pochetinhas” que pertencem ao kit.

 

Não é o que a rede social mostra, né? A gente deveria terminar de fazer exercícios parecendo uma estátua grega, todos os grupos musculares dilatados em perfeita simetria, com um suor que brilha como gotículas de orvalho na manhã da primavera e completamente des-pochetado. Mas não. A gente e estamos lá, nós, os de verdade. Isso pode ativar uma série de inseguranças, dúvidas fortes, desmotivação para continuar. Não é um problema novo, as revistas e propagandas antigas já faziam isso, mas agora a IA (que pode ser gerada com o nosso próprio rosto) elevam isso a outra potência.

 

Paremos de escutar os espelhos e vamos aprender a escutar nossos corpos. Você não precisa ter um “corpo de praia” pra começar a fazer exercícios. Basta apenas querer que o dia de amanhã seja um pouco melhor: com seu fôlego, sua flexibilidade, sua força e seu ânimo pessoal – todas são afetadas positivamente por você se exercitar.

 

Não obedeça a espelhos, é melhor você refletir com a mente e o espírito.

 

Andrei Moscheto

Coordenador do Instituto Shukikan



 
 
 

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